Procedimentos minimamente invasivos em cirurgia pancreática

Procedimentos minimamente invasivos em cirurgia pancreática

Graças às tecnologias modernas e a décadas de experiência cirúrgica, as operações ao pâncreas podem agora ser efectuadas utilizando técnicas minimamente invasivas em muitos casos. Em vez de uma grande incisão no abdómen, o procedimento é realizado através de algumas pequenas incisões na pele, através das quais são introduzidas uma câmara e instrumentos especializados. Estas abordagens, ditas atraumáticas, são suaves para o tecido, resultam em menos dor, numa recuperação mais rápida e, muitas vezes, em estadias hospitalares mais curtas.

Prof. Dr. Dr. Buechler - Micro OP

A cirurgia assistida por robô - normalmente realizada com o sistema cirúrgico da Vinci de última geração - é atualmente a forma mais avançada desta tecnologia. Proporciona aos cirurgiões uma visão 3D de alta resolução do local da cirurgia, um controlo preciso dos instrumentos e uma transmissão de movimentos muito fina. Estudos demonstram que a cirurgia pancreática robótica, quando utilizada em indicações apropriadas, pode resultar em menos perda de sangue, menor tempo de internamento e um regresso mais rápido à vida quotidiana.

No Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Center, em Lisboa, o Prof. Dr. Markus W. Büchler e a sua equipa utilizam esta técnica diariamente - em particular para tumores neuroendócrinos, alterações quísticas e tumores benignos ou malignos selecionados em que é possível uma ressecção segura sem comprometer a radicalidade.

Limitações da cirurgia minimamente invasiva no cancro do pâncreas

Na maioria dos casos de cancro pancreático agressivo (adenocarcinoma ductal), a cirurgia aberta continua a ser o procedimento de eleição. A razão: estes tumores afectam frequentemente os gânglios linfáticos, os vasos sanguíneos e os nervos na proximidade imediata do pâncreas. Estas estruturas complexas só podem ser tratadas de forma robótica com a precisão e a radicalidade necessárias numa extensão muito limitada. Neste caso, não seria adequado fazer concessões na técnica cirúrgica - o objetivo continua a ser a remoção completa do tumor com a máxima segurança oncológica.

Olhando para o futuro

Atualmente, cerca de 20% das cirurgias pancreáticas no centro são realizadas utilizando técnicas minimamente invasivas ou robóticas. Com mais desenvolvimentos técnicos, melhor tecnologia de instrumentos e maior experiência cirúrgica, espera-se que a proporção destes procedimentos minimamente invasivos aumente significativamente nos próximos anos - desde que ofereçam aos doentes os mesmos benefícios oncológicos que a cirurgia aberta.

Prof. Dr. Dr. Buechler - Apresentação